O Caminho Cristão

28 agosto, 2006

Boa leitura - Um achado na internet

Crentes Turbinados ? Em busca do silicone espiritual


Recomendo este excelente texto do Ronildo Brites, um irmão em Cristo que conheci no Orkut, e que tem feito boas considerações em seus textos.

Segue o link para o post:

http://ronildobrites.blogspot.com/2006/01/crentes-turbinados-em-busca-do.html

01 agosto, 2006

Passagem do dia.

Is 65:1

Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por aqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome, eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.

Is 65:2

Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos;

Is 65:3

povo que de contínuo me irrita abertamente, sacrificando em jardins e queimando incenso sobre altares de tijolos;

Is 65:4

que mora entre as sepulturas e passa as noites em lugares misteriosos; come carne de porco e tem no seu prato ensopado de carne abominável;

Is 65:5

povo que diz: Fica onde estás, não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu.

És no meu nariz como fumaça de fogo que arde o dia todo.

20 julho, 2006

Idolatria? Procissão?

"NADA SABEM OS QUE CONDUZEM EM PROCISSÃO AS SUAS IMAGENS DE ESCULTURA, FEITAS DE MADEIRA,E ROGAM A UM deus QUE NÃO PODE SALVAR!"

ISAIAS 45:20b

27 junho, 2006

Sermões de John Wesley

http://www.metodistalondrina.com.br/sermoes/john_wesley/

23 junho, 2006

Marcha para Jesus

O Rev. Augustus Nicodemus Lopes fez uma bela análise do movimento.

Leitura mais que recomendada:

http://tempora-mores.blogspot.com/2006/06/teologia-da-marcha-para-jesus.html

13 junho, 2006

O Engano da Teologia da Restituição

"Restitui! Eu quero de volta o que é meu!"

Esta frase extraída de uma canção "evangélica" me faz lembrar a petulante atitude do Filho Pródigo quando disse: "Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe". E quão diferente não foi a atitude deste mesmo filho, que, anos mais tarde, arrependido, apresenta-se diante do pai com o coração quebrantado, humilde, e nada reivindica, pois, agora, está consciente de não possuir direito algum diante do pai. Observe que ele nem mesmo se sente digno de ser tratado como filho. Ele confessa o seu pecado e passa a contar apenas com a misericórdia do pai.

Nem o Filho Pródigo e nem Jó em seus momentos de angústia cataram ou clamaram algo parecido com: "restitui, eu quero de volta o que é meu" Quando Jó perdeu tudo, ele exclamou: "O Senhor deu, o Senhor levou, bendito seja o nome do Senhor". Jó, mesmo sendo considerado uma pessoa justa, sabia que tudo na vida era uma dádiva e que nada era dele por direito. Não considerava nada como sendo realmente seu, pois sabia que tudo pertencia ao Senhor.

Pensando bem, se o salário do pecado é a morte, então, o que os pecadores teriam de fato por "direito" seria a morte. Por isto, o profeta Jeremias diz que as misericórdias do Senhor são o motivo de não termos sido consumidos (Lm 3:22). E diz mais ainda em 3.39: "Do que se queixa o ser vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados".

Clamar a Deus: "Restitui! Eu quero de volta o que é meu!" soa tão arrogante quanto a oração do fariseu que se sentia cheio de direitos diante de Deus. Jesus diz que tal prece foi ignorada por Deus, enquanto a humilde oração de arrependimento do publicano pecador achou graça aos olhos de Deus (Lc 18.14). Pois sabemos que "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (Tg 4:6). É neste sentido que as crianças nos servem como modelo, não por sua inocência, mas por sua incompetência. As crianças estão de mãos vazias, não têm passado e não possuem uma folha de serviços prestados para apresentar como base de suas pretensões e reivindicações de direitos. Elas são pobres de espírito. Como crianças se tornaram o Profeta Isaías que, consciente de não poder subsistir diante de Deus na base de seus próprios méritos, clamou por misericórdia, dizendo: "Aí de Mim..." (Is 6); João Batista que disse não ser digno de desatar as sandálias de Cristo (Jo 1.27), o centurião, que disse não ser digno de que Cristo entrasse em sua casa (Mt 8.8), o publicano que quando orava, "não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!" (Lc 18:13); o Filho Pródigo, que disse não ser digno de ser chamado de filho (Lc 15.19), o cego de Jericó, que mendigava e clamava por misericórdia (Lc 18.35s); a mulher sírio fenícia, que não se sentia digna de comer à mesa dos filhos, mas que se satisfaria com as migalhas que caíssem da mesa do Senhor (Mt 7.26s); Pedro, que prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador (Lucas 5:8); Paulo que disse ser o maior dos pecadores e indigno de ser chamado Apóstolo (1Co 15.9); e tantos quantos reconhecerem sua indignidade, sua incompetência, sua inadequação, e, pobres de espírito e desprovidos de qualquer pretensão e noção de direito, se apresentaram de mãos vazias diante de Deus esperando por sua misericórdia e graça.

Jesus disse aos líderes religiosos dos judeus que estavam confiantes em sua noção de direito decorrente do fato de serem descendentes de Abraão: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão" (Lc 3:8). Não devemos, portanto, nos apresentar diante de Deus reivindicando o que quer que seja na base de um pretenso direito. Tal idéia é um atentado ao Evangelho da Graça. Graça é dádiva imerecida. Portanto, não temos direito a nada, pois tudo o que recebemos das mãos de Deus é resultado de sua amorosa graça. Aprendamos, portanto, a orar com o Profeta Daniel: "não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias" (Dn 9:18).

Vemos nesta canção também um outro vento novo de doutrina, que está sendo denominada, teologia da restituição. Baseado em Joel 2.25, está sendo ensinado que tudo o que nos foi roubado pelo diabo, estará sendo restituído por Deus: "Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros." Mas o próprio versículo deixa claro que este exército de gafanhotos não foi enviado pelo Diabo, mas, sim, por Deus, com intuito de disciplinar, corrigir e ensinar seu povo. Outro problema também é atribuirmos ao diabo os nossos infortúnios e nos esquivarmos de nossa responsabilidade pessoal. É interessante notar que, diante deste quadro, o profeta Joel não conclama o povo a um clamor de restituição, mas, sim, a um clamor de arrependimento (2.12-15). Corações quebrantados, contritos e humildes nunca são rejeitados por Deus: "Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus" (Sl 51:17; Ver também: Is 57.15 e 2 Cr 7.14).

Quando Deus promete restituir, isto se deve a sua misericórdia e graça e não a qualquer espécie de obrigação, pois Deus nada deve ao ser humano, mas somos nós quem lhe devemos tudo. Pois "quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Rm 11.35,36).

por Bispo José Ildo Swartele de Mello

ref: http://www.metodistalivre.org.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=51&sg=0&form_search=&pg=1&id=1719

(Comentário: Eu canto este refrão todo ano, por causa do Imposto de Renda.)

12 junho, 2006

Plano para ler a bíblia em 1 ano

Gastando-se um pouco mais do que 15 minutos diários, dá para ler a bíblia em um ano.

Para quem quer um plano de leitura, segue este encontrado no site do ICP (Instituto Cristão de Pesquisas)

Link: http://www.icp.com.br/biblia1ano.xls

08 junho, 2006

Testemunho do Pastor Paulo Roberto

Ouça o áudio dessa bobagem em: http://media.putfile.com/zegalinha

Pastor Paulo Roberto, conferencista, bacharel em Teologia pela FAETEPMAT - FTP (Faculdade de Educação Teológica Pentecostal das Assembléias de Deus em Cuiabá/MT), há muito coopera com o Mui digno Pastor SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA, pastor presidente COMADEMAT (Convenção de Ministros das Assembléias de Deus do Estado de Mato Grosso), também exercendo a função de 2º vice da CGADB, (Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil), o qual por orientação Divina, confiou as mãos do Pastor Paulo Roberto, a direção dos cultos de libertação e milagres que acontecem todas as segundas-feiras no templo sede as 19:00 hs, bem como no grande templo todas as terças-feiras às 14:00 hs, onde milhares de pessoas freqüentam esses cultos.

Os cultos são exclusivamente voltados para milagres, onde há curas divinas com paralíticos, surdos, mudos, cegos, desaparecimento de tumores cancerígenos, nascimento de cabelos em calvos, dentes em banguelos, milagres esses que se tornaram costumeiros nessas reuniões, pela infinita graça, bondade e generosidade, Dele, a saber O SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO, O Único que tem poder para operar tais maravilhas, amém.

Se não fosse as misericórdias do Senhor Jesus, e o apoio do Pastor SEBASTIÃO RODRIGUES, com toda certeza o pastor Paulo Roberto já teria desistido há muito tempo, dado ao seu forte testemunho que, ao mesmo tempo que tem servido de ponte e bênçãos para muitas vidas que lhe rodeia, todavia também provocando uma perseguição muito grande contra a minha vida, face a maneira absurda que O Senhor Deus resolveu trabalhar em minha vida, deixando os incrédulos e a oposição incomodados.Eu era um moço normal, na época estudava e era responsável pela informática do Banco Bradesco no qual trabalhei vários anos. Deus falava comigo de muitas maneiras me convidando para fazer sua obra, todavia o egoísmo e a vaidade de alcançar a gerencia geral do banco e continuar meus estudos não me permitiam, até que um dia uma coisa terrível da parte de Deus aconteceu em minha vida.

Ao retornar do banco para minha casa numa tarde ensolarada as 16h45, tive o desprazer de falar face a face com satanás, quando ele penetrou pela parede da minha sala, na época eu era solteiro e morava sozinho, e naquele momento eu perdi a coordenação motora de todo o meu corpo e o maligno começou a falar comigo.Alguma coisa eu não posso revelar, mas o certo é que ele, o maligno, me disse: Acabei de falar com o homem lá de cima agora e lhe pedi autorização para ceifar a sua vida, e o Homem lá de cima me disse que a sua vida Ele não me entrega e eu não posso ceifar porque Ele tem um plano na sua vida e você ainda será um pregador da Palavra Dele aqui na terra, mas por causa de suas rebeliões a sua saúde Ele o entregou nas minhas mãos.

Naquele momento, o meu coração abriu uma cavidade e um veia ficou torcida, nasceu de imediato: câncer cerebral, câncer estomacal, câncer nos ouvidos, câncer na bigornia, câncer na garganta, câncer nos ossos e câncer no sangue. Fiquei três anos e meio desenganado pela medicina de alguns estados do Brasil, clamava a Deus e Ele não me respondia. Lembro-me da última vez que viagei a tratamento a São Paulo, e ao retornar junto com o pastor Sebastião, no momento de aterrisagem, se o avião errou a rota não sei, o certo é que ele sobrevoou bem baixinho por cima do grande templo na ocasião ainda não inaugurado, e o pastor Sebastião me disse: Olhe lá em baixo , e eu disse estou olhando , o Pastor Sebastião me olhando nos olhos disse-me: o grande Templo será inaugurado e O Senhor Deus levantará alguns obreiros jovens para me auxiliar, creia que você será um deles . Os dias se passaram Deus não falava comigo, nenhuma intervenção Divina acontecia, irmãos usados por Deus não me visitavam mais, perdi o ânimo e premeditei um suicídio.

Certa madrugada, às 02h40 me acovardei, revoltado vendo o câncer me comendo aos poucos, querendo ouvir a voz de Deus porém os profetas se afastaram e não me visitavam mais, premeditei um suicídio. Porém, no momento de praticar suicídio, uma mão branca me levou no galinheiro da minha casa. No momento eu pensava ser uma visão, já que eu não tinha experiência, pois nunca tinha tido uma visão. Hoje pela graça de Deus sei discernir e sei que foi bem mais profundo do que uma visão, um arrebatamento, como o de João na ilha de Patmos.

Quando aquela mão branca me levou no galinheiro, de repente, não era mais uma mão, era um homem de branco, que me disse:

- Paulo, você iria se suicidar por causa do silêncio de Deus?

- Sim, respondi somente no pensamento, mas ele entendeu.

- Paulo, os profetas te abandonaram e ainda dizem que o teu Deus te abandonou?

- Sim, respondi novamente só no pensamento, porque não tinha forças para abrir a boca.

- Paulo, hoje você vai saber que quando falta profetas para falar, O Senhor Deus usa quem Ele quer e da maneira que lhe aprás.

Naquele momento, um poder de Deus tão grande desceu sobre o galinheiro e todas as galinhas começaram a falar em línguas angelicais. De repente uma galinha do outro lado do puleiro, começou a falar com mais autoridade e todas as outras galinhas pularam do puleiro em reverência, enfiaram o bico na terra, cruzaram as asas e gemiam dizendo: Hummm, hummm, fala com o Teu filho Senhor. Naquele momento aquela galinha que falava com mais autoridade, veio rodeando um lado do puleiro e um galo a acompanhava do outro lado, quando chegaram onde eu estava, a galinha colocou a asa na minha testa, falava em línguas angelicais e o galo interpretava, e a interpretação de Deus no bico do galo foi esta: "MEU FILHO PAULO, NÃO PRATIQUES O SUICÍDIO, NESTE MOMENTO ESTOU TE CURANDO DE CÂNCER, TE LEVANTANDO UM PREGADOR DA MINHA PALAVRA. VOU CUIDAR DA SUA AGENDA, PORQUE O MUNDO CONHECERÁ O SEU NOME, TE USAREI COMO MÉDICO NO MEIO DO MEU POVO, POR ONDE TU PASSARES, CURAREI OS ENFERMOS . E naquele momento eu fui radicalmente, totalmente curado de câncer pelo poder de Deus.

Saindo dali, a irmã Erivalda e o seu esposo o irmão Jânio (ocasião congregavam no bairro Tijucal, onde congregam em Barão de Melgaço - MT), me levaram na casa da irmã Denilse no Jardim Novo Horizonte em Cuiabá/MT, que ao orar por mim juntamente com algumas outras irmãs, Deus usou poderosamente a irmã Denilse confirmando a cura divina, e o nome do Senhor Jesus foi e está sendo glorificado, Aleluias!

Hoje curado, pai de família, minha querida esposa irmã Ademildes e meus dois filhos maravilhosos, Paulo e Silas, venci a batalha. A Ele, O Único que tem poder para curar e repreender todos e quaisquer tipos de enfermidade, a saber, o Senhor JESUS CRISTO, toda honra, glórias e louvor. Amém.


Fonte: http://www.pastorpauloroberto.com/index.php?pg=mostra_paginabd.php&c=1



ps: Será que no jogo do bicho galinha é 6?

07 junho, 2006

Bebê inglês nasce às 6h do dia 6 de junho de 2006

07/06/2006 - 10h36 Bebê inglês nasce às 6h do dia 6 de junho de 2006
EFEEm Londres

Um bebê inglês nasceu às seis horas, do sexto dia, do sexto mês, do sexto ano (2006) e ainda por cima recebeu o nome de Damien, como no filme "A Profecia".Segundo informa a imprensa de hoje, Damien Cooper nasceu na terça-feira (6/6/6) num hospital de Bristol, oeste da Inglaterra. Seu nascimento parece com o mostrado no filme de 1976, com Gregory Peck e o pequeno Harvey Stephens como "Damien".Além disso, o bebê nascido em Bristol pesou seis libras e seis onças (cerca de 2,89 quilos). A mãe, uma professora chamada Suzanne Cooper, fã de filmes de terror, ficou empolgada com os sinais macabros que marcaram o nascimento de seu filho."Estamos muito felizes com o bebê, porque 'A Profecia' é um dos meus filmes favoritos e eu queria mesmo dar à luz no dia 6", explicou. Cooper se encarregou de negar qualquer problema com o menino. "Não tem nada a ver com Damien, de 'A Profecia'. É um bebê perfeito", afirmou.

ref: http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/06/07/ult1808u66330.jhtm

ps: No jogo do bicho, 6 é o que?

O papa em Auschwitz

Domingo, encerrando sua viagem de quatro dias à Polônia, o papa Bento XVI fez uma visita carregada de emoção ao antigo campo de concentração nazista de Auschwitz. O próprio papa disse que fazer tal visita era "estarrecedor"para ele, como cristão e alemão, mas não podia deixar de fazê-la. Num gesto de grande sensibilidade, o papa optou por falar em italiano, e não em sua língua materna, o alemão, a fim de não ferir os sentimentos dos judeus, para quem a língua alemã está inextricavelmente associada aos horrores da era nazista.

Ao rezar durante uma cerimônia religiosa em memória das vítimas do Holocausto, o papa perguntou, com a voz embargada:

"Por que, Deus, o Senhor se calou? Como pôde tolerar tudo isso? Onde estava o Senhor naqueles dias?"

Quando nos deparamos com o mal e a tragédia no mundo, é natural perguntarmos: onde está Deus? Como Ele pode deixar que tal coisa aconteça?

A meu ver, porém, não são estas as perguntas primordiais. O que nos devemos perguntar não é onde está Deus, mas, sim, onde está o homem. Não como pode Ele, Deus, permitir que tais coisas aconteçam, mas, sim, por que ele, o homem, permite que essas coisas aconteçam. O que é que o ser humano tem feito para impedir as barbaridades?

O biógrafo de Sigmund Freud conta o caso de um importante cirurgião vienense que, ao se encontrar com Freud pela primeira vez, num corredor do hospital onde ambos trabalham, lhe mostrou um osso corroído pelo câncer, testemunho de uma vida que ele tinha sido incapaz de salvar, e lhe disse sentir-se profundamente magoado: "Sabe, doutor Freud, se algum dia eu me encontrar frente a frente com Deus, vou sacudir este osso em Sua face e perguntar-Lhe por que Ele permite uma doença destas." E Freud respondeu-lhe: "Se eu, algum dia, tiver essa oportunidade, vou formular a queixa de um modo diferente.Não vou indagar por que Ele permite o câncer, e sim por que Ele não deu a mim, ou ao senhor, ou a qualquer outra pessoa, a inteligência para descobrir a cura desta doença."

Antes de perguntarmos "onde está Deus", cabe-nos formular a outra pergunta:"Onde está o homem?" O que está fazendo o homem com o mundo que Deus lhe deu?
A 2ª Guerra Mundial e os campos de concentração constituem o maior desafio à teologia em nossa época. Creio que todas as religiões deveriam rever seus conceitos, tendo em vista o que Auschwitz e Treblinka nos ensinaram sobre Deus e o homem.
Quando Hitler proclamava publicamente sua perversa política racial, por que as pessoas concordaram em aceitá-lo como líder? Onde estava o homem quando os eleitores da Alemanha disseram: "Antes Hitler, com suas idéias esquisitas sobre os judeus, do que a inflação ou o socialismo"? Onde estava o homem quando Hitler subiu ao poder e começou a concretizar suas loucas ameaças?Onde estavam os advogados, os juízes, os médicos e tantos outros que seguiram e apoiaram passivamente os decretos de Hitler?
Se os advogados tivessem lutado pela dignidade de sua profissão, se os juízes tivessem defendido a justiça, se os médicos se tivessem importado com a vida humana, não haveria necessidade de perguntar mais tarde: "O que houve com Deus?"

Onde estava a Igreja? Onde estavam as autoridades eclesiásticas, tão prontas para exaltar a santidade da vida humana, enquanto milhões e milhões de vidas inocentes estavam sendo aniquiladas? Onde estavam os líderes dos governos aliados que deram um jeito de olhar para o outro lado e não conseguiram encontrar um canto em seus países para os judeus refugiados? Temos, certamente, o direito de perguntar onde estava Deus em 1940, mas temos o dever de perguntar, antes, onde estava o homem em 1940. O que poderia ele, homem, ter feito para impedir o inferno do Holocausto... e não fez?

Existe uma lenda sobre um rabino que se preparava para viajar de Israel para Roma. Na noite anterior à sua partida, ele teve um sonho no qual viu um mendigo esfarrapado sentado às portas de Roma. No sonho, ele ouviu uma voz que lhe dizia: "Vê este homem? Este é o Messias vestido de mendigo." O rabino acordou e não conseguiu mais esquecer o sonho. Continuou a pensar nele durante toda a viagem. Finalmente, ao aproximar-se de Roma, avistou um homem maltrapilho, sentado exatamente no local que havia visto no sonho. O rabino chegou-se a ele e questionou: "É verdade que você é o Messias?" E o homem respondeu: "Sim." O rabino, então, perguntou: "O que é que você está fazendo às portas de Roma?" E o homem replicou: "Estou esperando." Ao que o rabino retrucou: "Esperando?! Num mundo tão cheio de miséria, ódio e guerra, num mundo onde o povo de Israel está disperso e oprimido, num mundo onde existem crianças famintas, você está aqui, sentado, esperando?! Messias, pelo amor de Deus, o que é que você está esperando?" E o Messias respondeu:"Tenho esperado por você, para poder lhe perguntar, em nome de Deus, o que é que você está esperando."

A visita do papa Bento XVI a Auschwitz, no domingo, o fez reviver um capítulo muito doloroso da História humana. Diante das lápides simbólicas naquele local em que ocorreu o maior massacre de todos os tempos, o papa sentiu a necessidade de perguntar onde estava Deus enquanto a bestialidade nazista agia impune.
Com todo o respeito, permito-me responder ao Sumo Pontífice: Deus estava onde sempre esteve, esperando que os homens assumissem o seu dever.

por Henry I. Sobel

UPDATED: Sugestão ao papa

"Por que o papa Bento 16 não pergunta a Deus onde ele estava quando padres abusavam de meninos inocentes?" (carta publicada na Folha de S.Paulo).

06/06/2006 - Mais uma data marcada pela bizarrice evangélica

Algumas informações sobre o movimento "apostólico-profético".

http://www.tempodofim.com/msg/louvor_violento.htm

http://www.tempodofim.com/msg/06_06_2006.htm

O interessante é que este movimento realmente crê que eles vão derrotar satanás através do seu "violento louvor".

Segundo o dicionário, violento significa:


do Lat. violentu
adj.,
que procede com ímpeto;
em que há emprego de força brutal;
veemente;
irascível;
arrebatado;
colérico;
fogoso;
tumultuoso;
intenso;
contrário à justiça ou à razão.


Algumas passagens deste texto que me causaram estranheza:

"A Bíblia nos diz que não devemos ser ignorantes às artimanhas de Satanás. O diabo colocou 6 de junho de 2006 em negrito em sua agenda de destruição. Pense nesse número: 6-6-6!
As mais poderosas forças ocultas ao redor do mundo como Satanistas, maçons, feiticeiras (Wicca), Nova Era, bruxas, mediuns e outros estarão ocupados em 6 de junho de 2006 para tentar lançar os planos de Satanás sobre a terra. "


E sobre as datas de 06/06/1906? E 06/06/1806? ... 06/06/1706 ??? .... 06/06/1006 !?

Se seguirmos esta linha de racíocínio, os satanistas tiveram vitórias durante toda a história... E só agora com a "luz do movimento apostólico-profético" podemos vencer satanás.

Até onde eu sei, as investidas satânicas são diárias. Datas e números aparentemente satânicos, escondem na verdade uma falta de vivência cristã íedosa e racional.

Uma bom estudo sobre sobre o número 666, pode-se encontrar aqui: www.cacp.org.br/666.htm

Falta do que fazer, isso sim...

E eu nem sabia que existia apóstolas!

:-)

Só um desabafo...

06 junho, 2006

Pensamento

"A vida só pode ser compreendida,
olhando-se para trás; mas só pode
ser vivida, olhando-se para a frente."

Soren Kierkegaard

Ekklesia: democracia radical

Sempre que falamos de democracia, nos reportamos à experiência fundadora dos gregos que em suas cidades, os cidadãos exerciam o poder de decisão de forma direta consoante o princípio da predominância da maioria.
Por mais que a idealizemos, especialmente, depois das teorizações de Platão e Aristóteles, a democracia era, na verdade, muito restrita. As cidades-estado eram pequenas e somente 1/6 da população exercia a democracia, concretamente, os cidadãos livres. As mulheres, os escravos, os artesãos, os estrangeiros e os imigrados eram excluídos. Mas a experiência grega se tornou referência para toda a reflexão política posterior.
Entretanto, há uma outra experiência de democracia muito mais radical que a grega e que foi vivida pelas duas primeiras gerações de cristãos. Ela é paradigmática para todo pensamento utópico posterior, embora tenha sido abandonada pelo cristianismo vigente que se organizou numa forma oposta. Ela não ficou referência para o discurso político atual pelo fato de ter sido realizada nos quadros de uma experiência religiosa, pouco ou nada valorizada pelo pensamento laico e laicista.

Hoje, a despeito seu nicho religioso, vemos a democracia cristã como qualquer outro fenômeno social. merecendo consideração especialmente quando se busca uma democracia radical, levada a todos os campos da convivência humana, aos movimentos sociais e também à economia, quer dizer, uma democracia sem fim.

A experiência geradora da democracia radical cristã foi a prática de Jesus: absolutamente anti-discriminatória, anti-hierárquica e de fraternidade universal. São Paulo resumiu tudo dizendo:"Agora já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus"(Gal 3,28). O resultado foi que escravos, livres, portuários, mercadores, advogados, soldados, independente de sua situação social e de gênero, formavam comunidades fraternais que viviam a "koinonia" (comunhão), palavra para expressar o comunismo radical de "colocar tudo em comum", repartindo os bens materiais "conforme as necessidades de cada um". E como louvor se diz que "não havia pobres entre eles"(At 2 e 3). Essa democracia era radical mesmo pois as decisões eram tomadas com a participação de toda a comunidade. A lei básica era: "o que concerne a todos, deve ser decidido por todos". Isso valia também para a nomeação dos bispos e dos presbíteros.

Chamou-se tal comunidade de "ekklesia" em grego, "ecclesia" em latim e "igreja" em português. O sentido original de "ekklesia" não era religioso, mas político: a assembléia popular. Escolheu-se esse nome profano para distinguir a democracia cristã de outras expressões religiosas da época.

Essa memória foi perdida na Igreja Católica. Perguntaram, certa feita, a João Paulo II se a Igreja era uma democracia. Respondeu: não; ela é uma "koinonia". Ora "koinonia" é sinônimo de democracia radical, coisa que seguramente o Papa não pensou. Com efeito, hoje como ela se estrutura, não é "koinonia". É uma monarquia absolutista espiritual organizada sob a influência das monarquias do passado. Como tal, fecha as portas à democracia cristã dos primórdios. Ou só a aceita sob a forma inócua da espiritualização. É importante resgatarmos a memória revolucionária escondida na palavra "Igreja". Quem sabe, não inspira outro jeito de ser cristão e de ser cidadão?

Leonardo Boff - Teólogo. Membro da Comissão da Carta da Terra

Estão matando a "assembléia"!

"A Igreja é infalível em seu magistério solene devido à assistência especial do Espírito Santo , porque assim foi determinado pelo seu Fundador. A Igreja não formula nem ensina doutrina errônea." ref: http://br.geocities.com/worth_2001/Concilio_Vaticano.html (definição católica para a perfeição da igreja fundada por Constantino)

Algumas vezes eu me pergunto se a "Igreja" é, hoje em dia, uma reserva de moralidade na sociedade.

É difícil ver uma Igreja, que diz honrar a Cristo, que diz cuidar dos doentes, passar por tamanha vergonha: http://spaces.msn.com/ofuxicorenascer/blog/

Que Deus tenha misericórdia de nós...

Quero e não quero.

Quero anunciar a mensagem cristã sempre considerando o seu contexto histórico, não desprezando a seqüência do relato lido, e só fazendo aplicações responsáveis.
Não quero ouvir, aprovar ou concordar com pregações tópicas em que o texto bíblico é apenas usado como pretexto para se fazerem afirmações irresponsáveis de bênçãos, milagres e operação de maravilhas.
Quero estar sempre aberto para o sopro do Espírito. Ele pode visitar minha vida, família e nação como desejar.
Reconheço que as intervenções de Deus acontecem de acordo com sua discrição. Ele tanto pode intrometer-se no curso da história, como fez em algumas circunstâncias, como pode manter-se escondido e em silêncio, como preferiu em outras.
Não quero manipulações do sagrado para demonstrar a presença de Deus.
Não quero tentar "ajustar" os atos divinos às expectativas de almas vazias ávidas por sinais vindos do céu. Se Deus preferir que minha fé se baseie apenas no testemunho de homens e mulheres do passado, fico satisfeito, sem exigir qualquer manifestação sobrenatural.
Quero ver a igreja atuando melhor na nação. Entendo que é dever de todos a defesa da justiça.
Quero que se advoguem os pobres (representados por órfãos e viúvas), se posicionem sobre estruturas malévolas que beneficiam alguns em detrimento de milhões, denunciem as sutis engrenagens de morte, e saibam discernir o perigo do "mundo".
Quero ver a igreja fazendo Política (assim mesmo, com "P" maiúsculo).
Não quero fazer política (com "p" minúsculo).
Não quero disputar poder.
Quero trilhar o longo caminho do discipulado, ajudando homens e mulheres a forjarem suas vidas seguindo os passos de Jesus.
Quero fundar minha doutrina nos princípios bíblicos que integram as pessoas.
Desejo aprofundar minha percepção de como o Evangelho orienta a vida na terra.
Quero ver os cristãos experimentando uma qualidade de vida bonita aqui, antes de partirem para o céu.
Não quero buscar atalhos para a maturidade.
Não quero fórmulas fáceis para coisa nenhuma.
Não quero pacotes vindos do exterior que, sob a pretensa fama de serem "princípios transferíveis", conseguiriam magicamente resolver os problemas conjugais, as doenças emocionais e as disfuncionalidades familiares.
Não quero uma espiritualidade desagregadora, que não tem pé no chão.
Não quero respostas piegas para as angústias humanas e nem quero que as pessoas esperem pelo paraíso para começarem a viver.
Quero caminhar com gente que reconheça seus defeitos, saiba conversar sem espiritualizar e demonizar os assuntos abordados e me deixe à vontade para rir e chorar.
Quero ser amigo dos que choram a dor do mundo porque enxergam nela o seu próprio mundo de dor.
Não quero andar com religiosos que gostem de frases prontas.
Não quero viver com quem se esconde do sofrimento humano com jargões teológicos.
Não quero mais estar em ambientes e reuniões que não transbordam para a vida.
Quero ser amigo de Deus e de homens e mulheres que amam a paz.
Quero ser mais simples do que sou, quero ser mais sensível do que consigo, quero ser menos cobiçoso do que sempre fui.
Quero vencer a vaidade que alimentei em espelhos falsos.
Não quero perder minha alma em nome da religião.
Não quero um dia lamentar que perdi a vida querendo achá-la.

Baseado num texto de Ricardo Gondim